Home

Livraria

Catálogo

Revista

Cad. Bíblicos

Secretariado


FÁTIMA - tel. 249 530 210 Fax 249 530 214  LISBOA - tel. 21 7742445 Fax 21 7782371

 

    col. ACTUALIDADE BÍBLICA
 

 

Actualidade Bíblica nº 1

 

72 páginas

Ano 2001

19 x 20

Cód. 1815

Preço: 4,00 €

Título original:

«Israel, uma Tierra en Conflicto»

Tradução:

D. Joaquim Ferreira Lopes

Revisão e Grafismo:

Lopes Morgado

Edição:

Difusora Bíblica

 

ISRAEL,

UMA TERRA EM CONFLITO

Vários

(Associação Bíblica Espanhola)

 

 

O conflito quase permanente é a nota essencial que caracteriza a história da terra que hoje compreende Israel, a Palestina e as suas zonas fronteiriças.

 

Para conhecer, por um lado, os marcos da história deste conflito no período bíblico desde as tradições patriarcais nómadas até à conquista da terra e à fixação das tribos, desde a aparição da Monarquia no estado de Israel até ao seu desaparecimento na época do Exílio da Babilónia, a tensão interna política e social posterior, especialmente entre o Norte e o Sul e uma luta externa com os povos e os impérios adjacentes, sobretudo com o Egipto e a Mesopotâmia... tudo isso é objecto deste Caderno.

A Palestina é, certamente, um dos espaços geofísicos a que se pode aplicar correctamente o velho lugar-comum, que diz: "Nenhum pedaço tão pequeno de terra produziu tanta história e cultura". No centro desta mesma realidade está o facto de a reivindicação da terra, como dada por Deus ao povo, ter constituído uma das suas mais características bases de identidade.

  home

   

Actualidade Bíblica nº 2

72 páginas

Ano 2001

19 x 20

Cód. 1816

Preço: 4,00 €

Título original:

«Los Manuscritos de Qumrân»

Tradução:

Manuel Pires Ferreira

Revisão e Grafismo:

Lopes Morgado

Edição:

Difusora Bíblica

 

OS MANUSCRITOS DE QUMRÂN

Vários (Associação Bíblica Espanhola)

 

Em 1947 foram encontrados, na margem ocidental do Mar Morto, na actual Cisjordânia, os famosos manuscritos denominados de Qumrân. Trata-se, sem dúvida, da maior descoberta arqueológica do século XX.

 

Emanuel Tov, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém, juntamente com uma equipa de 10 especialistas, que tinham trabalhado nos quarenta anos anteriores, a que se juntou mais 28 estudiosos de vários países, assumiu o projecto da publicação do 39º e último volume sobre esses manuscritos (volume a publicar pela Oxford Unicersity Press). Concluiu-se, deste modo, o estudo sobre os 800 manuscritos que foi possível interpretar.

De facto, na biblioteca achada pelos beduínos nas grutas de Qumrân, havia 30% de manuscritos bíblicos, 30% de manuscritos diversos e 15% de fragmentos minúsculos - todos eles situados pelo carbono 14 e a paleografia entre os anos 300 antes de Cristo e 100 depois de Cristo.

Este Caderno apresenta a informação necessária para se entender o tema: possíveis ligações dos essénios de Qumrân com João Baptista e com Jesus de Nazaré e às suas eventuais influências na origem do Cristianismo, sem esquecer as revelações positivas acerca do judaísmo...

 

home

.

 

 

Actualidade Bíblica nº 3

72 páginas

Ano 2002

19 x 20

Cód. 1817

Preço: 4,00 €

Título original:

«Itinerarios Bíblicos»

Tradução:

Vítor Arantes da Silva

Revisão e Grafismo:

Lopes Morgado

Edição:

Difusora Bíblica

 

ITINERÁRIOS BÍBLICOS

Vários (Associação Bíblica Espanhola)

 

Esta obra deseja ser uma breve paragem no caminho para considerar aquilo que a História da Bíblia, partindo de ângulos diferentes, tendo presente os novos conhecimentos sobre o mundo bíblico: a arqueologia, a linguagem, as escolas literárias, as grandes cidades e o deserto, a filologia ao serviço da reflexão teológica.

 

E fazer excursões/incursões ao longo dos temas mais interessantes da Bíblia, familiarizando-se com personagens, épocas e locais comuns às três grandes religiões monoteístas do mundo: o judaísmo, o islamismo e o cristianismo; iniciar-se nos livros e autores quer da Bíblia, da «Misná» e do Talmude, quer dos «Pais» do judaísmo e do cristianismo. - de Abraão a Jesus e São Paulo, de Simeão, o Justo e R. Akiba a São Justino; fazer uma primeira visita à vida e cultura que serviram de berço e roupagem ao nascimento dos livros da Bíblia; orientar um Curso ou um Retiro Bíblico e animar um Grupo ou uma Escola Bíblica pelo menos durante um período.

Os seis «itinerários» aqui apresentados são, de certo modo, «alternativos» a muitos outros de carácter mais académico ou sistemático. E de vário tipo. Na verdade, a BÍBLIA é o mundo da palavra escrita, que recolhe as marcas de Deus que se revelou aos homens. Mas esta palavra corresponde a diversos momentos da vida e da história do povo de Israel na sua relação com outros povos, consigo próprio e com Deus. 

Conheça tudo isto ao longo desta obra, um guia e roteiro, meio de transporte e destino para os muitos peregrinos da Palavra ou do infinito.

home

.

.

Actualidade Bíblica nº 4

 

72 páginas

Ano 2002

19 x 20

Cód. 1818

Preço: 4,00 €

 

Título original:

«El Jesús Histórico»

Tradução:

Manuel Rito Dias

Revisão e Grafismo:

Lopes Morgado

Edição:

Difusora Bíblica

 

O JESUS HISTÓRICO

Vários (Associação Bíblica Espanhola)

 

O interesse pela história real de Jesus de Nazaré impulsionou, nos últimos séculos, quase todos os especialistas, crentes e não crentes, adentrar-se, com diferentes perspectivas e instrumentos, nos difíceis campos da história de Jesus que, de maneira tão singular, marcou a nossa época.

Muitos e contraditórios têm sido os argumentos que se têm apresentado e defendido na história da investigação. Este número 4 de «Actualidade Bíblica» está projectado numa tripla dimensão: histórica, histórico-teológica, e propriamente teológica. Apesar da grande tempestade produzida no passado recente, actualmente, salvo alguns casos de radicalismo, nada científico, o panorama geral é mais calmo. Uma prova clara da novidade deste consenso no estudo da figura de Jesus é o resultado dos artigos desta monografia, e a consulta que se pode fazer aos principais e mais acessíveis manuais sobre a questão que se publicaram.

Os especialistas não têm dúvidas em aceitar como historicamente certo que Jesus nasceu durante o reinado de Herodes, o Grande (37-4 a.C.) na era do imperador Augusto (37 a.C. - 14 d.C.); mas não estão certos em determinar com precisão o ano exacto do nascimento. Mateus e Lucas coincidem em dizer que Jesus nasceu durante a vida de Herodes, o Grande, e, a fiar-nos em pormenores do historiador judeu Flávio Josefo (Antiguidades Judaicas e A guerra judaica), podíamos afirmar que Jesus nasceu antes da primavera do ano 4 a.C. No caso da cronologia de Lucas, é evidente que harmoniza erroneamente duas indicações cronológicas inconciliáveis: o nascimento de Jesus durante o reinado de Herodes - portanto, antes do ano 4 a.C. - e o censo romano público de Quirino, que não se fez até ao ano 6-7 d.C.

Mas o melhor é o leitor aprofundar ainda mais, através da ajuda deste número de «Actualidade Bíblica».

home

 

 

Actualidade Bíblica nº 5

 

72 páginas

Ano 2003

19 x 20

Cód. 1819

Preço: 4,00 €

 

Título original:

«La Relación entre Judíos

y Cristianos»

Tradução:

José Machado Lopes

Grafismo:

Lopes Morgado

Edição:

Difusora Bíblica

 

 

A RELAÇÃO ENTRE JUDEUS E CRISTÃOS

Vários (Associação Bíblica Espanhola)

 

A Igreja face aos judeus no passado; Os judeus no Vaticano II; Diálogo das religiões e relação judaico-cristã; Cristianismo e Judaísmo; Judeus e cristãos lendo a Bíblia; Judaísmo e Cristianismo: Encontros contemporâneos. Breve história da literatura polémica judaico-cristã; Alguns passos importantes das relações judaico-cristãs em Portugal; Igreja e Sinagoga: as chaves da aproximação; Filmes e bibliografia; Ainda Pio XII e o Holocausto dos judeus.

Alguns temas nunca perdem actualidade: porque são fundamentais, ou porque o desejo demora a transformar-se em vida. O tema deste Caderno é um deles, por ambas as razões. A 13 de Fevereiro passado, João Paulo II recebeu o novo Rabino-Chefe de Roma, Riccardo Di Segni, acompanhado do seu Séquito, dizendo na ocasião: «A visita de hoje permite-me realçar o profundo desejo que a Igreja católica sente de aprofundar os vínculos de amizade e de colaboração recíproca com a Comunidade judaica. Aqui em Roma, a Sinagoga, símbolo da fé dos Filhos de Abraão, está muito perto da Basílica de São Pedro, centro da Igreja, e estou grato a Deus por me ter permitido, a 13 de Abril de 1986, percorrer o breve trajecto que separa estes dois templos. Aquela histórica e inesquecível visita constitui um dom do Omnipotente, e representa uma etapa importante no caminho de entendimento entre os Judeus e os Católicos.» Recordando o passado, sintetizou assim a história destas relações: «É preciso reconhecer que no passado as nossas duas Comunidades viveram lado a lado, escrevendo por vezes “uma história atormentada”, verificando-se em alguns casos hostilidades e desconfianças.

O documento «Nostra aetate» do Concílio Vaticano II, a aplicação gradual das orientações conciliares, os gestos de amizade realizados por uns e por outros, contribuíram contudo, nos últimos anos, para orientar as nossas relações para uma compreensão recíproca cada vez maior. Faço votos para que este esforço continue, marcado por iniciativas de colaboração proveitosa em âmbito social, cultural e teológico, e aumente a consciência daqueles laços espirituais que nos unem.» São estes, também, os nossos votos. (LM)

home

 

 

Actualidade Bíblica nº 6

 

72 páginas

Ano 2003

19 x 20

Cód. 1820

Preço: 4,00 €

 

Título original:

«Iglesias apostólicas:

Orígenes y diversidad»

Tradução:

Jorge J. F. Alves

Revisão:

Doutor Herculano Alves

Grafismo:

Lopes Morgado

Edição:

Difusora Bíblica

 

 

 

 

IGREJAS APOSTÓLICAS. ORIGEM E DIVERSIDADE

Vários (Associação Bíblica Espanhola)

Coordenador: Dr. Jorge Juan Fernández Sangrador

 

Estudos

Jerusalém; Antioquia da Síria; Corinto; Éfeso; Roma; Alexandria

A propósito da Sagrada Família de Antoni Gaudí [O autor, a obra e sua época; A Sagrada Família; Significado bíblico: uma interpretação. Fachada do Nascimento; A fachada da Paixão ou fachada da Morte; Fachada principal ou da Glória ou da Vida; Interior do templo. Sugestões didácticas: visita ao monumento; Visita virtual; Conhecer as fachadas do Nascimento e da Paixão; Conhecer o projecto da fachada da Glória; Identificar os textos do Antigo e do Novo Testamento; Biografia religiosa e itinerário crente de Gaudí, um homem de Deus; O apostolado: a igreja apostólica; S. José; Maria; Jesus]

Igreja tanto pode referir-se a um templo ou edifício de carácter religioso destinado ao culto cristão, como à comunidade que nele se reúne. E também se aplica à Igreja universal, à Igreja diocesana, à Igreja local e à “igreja doméstica” (a família cristã). Este Caderno junta as duas primeiras aplicações: fala das Igrejas ou Comunidades cristãs com origem no tempo dos apóstolos, e de uma catedral – a Igreja da Sagrada Família, de Barcelona, em construção inacabada desde 1882. Porque «este templo em construção é parábola da Igreja, que também está em permanente construção, a caminho». Ou, como disse João Paulo II em 1982, porque «este templo da Sagrada Família recorda e sintetiza outra construção feita com pedras vivas: a da família cristã, onde a fé e o amor nascem e se cultivam sem cessar». Além de ser «uma das relações mais fecundas entre a Sagrada Escritura e as Belas Artes». Vem a propósito lembrar as vozes que, de vários quadrantes, pedem mais beleza nas nossas igrejas, nas imagens que nelas expomos e no culto que realizamos. Por exemplo: «se as igrejas estão hoje vazias não é tanto pela inadequação da mensagem em relação ao espírito do tempo, mas pela inadequação das celebrações em relação às exigências da fé. A estética desertou da Igreja – os artistas, que durante 19 séculos souberam tornar sensível o invisível, deixaram a instituição. [...] Deus está cercado de poluição visual e sonora. Não se consegue ver e já mal se consegue ouvir» (João Miguel Tavares, DN, 14.X.2003, 11).

Perguntava-me, há tempos, a pintora Emília Nadal: “Haverá pastoral sem estética?” Mantenho a resposta: “Uma pastoral que seja digna de Deus e O queira anunciar – não.” E tem a ver com ortodoxia: o nosso Deus não é apenas Bom e Verdadeiro – também é Belo. As Igrejas-Comunidades de hoje não podem descuidar a estética nas igrejas-locais onde se reúnem, nem no modo como celebram.

Lopes Morgado

home

 

 

 

Actualidade Bíblica nº 7

 

72 páginas

Ano 2004

19 x 20

Cód. 1821

Preço: 4,00 €

 

Título original:

«Historia del Texto Bíblico»

Tradução:

Vítor Arantes da Silva

Grafismo:

Lopes Morgado

Edição:

Difusora Bíblica

 

 

 

 

 

 

HISTÓRIA DO TEXTO BÍBLICO

Vários (Associação Bíblica Espanhola)

Coordenadora: Dr.ª Mª Victória Spottorno

 

Estudos

O texto hebraico do Antigo Testamento (Emília Fernandez Tejero)

A primeira tradução da Bíblia (Natálio Fernández Marcos)

O texto do Novo Testamento (Mª Victória Spottorno)

Do Oriente ao Ocidente: as versões latinas da Bíblia (J. M. Cañas Reíllo)

As versões antigas da Bíblia (Mª Victória Spottorno)

Versões portuguesas da Bíblia (Herculano Alves)

Conhecer a história do texto (J. Carlos Garcia Domene)

 

«Quem conta um conto, aumenta um ponto» - diz o provérbio popular. Não é por acaso que há várias versões de um mesmo conto. Existe, mesmo, um processo em dinâmica de grupos para testar isso: estando várias pessoas seguidas, o animador dá uma notícia à pessoa mais próxima de si e pede-lhe que a transmita à seguinte; esta fá-lo à que está a seu lado, e assim sucessivamente. O animador aproxima-se, depois, da última pessoa da séria, para ouvir dela a notícia que deu à primeira: e pode verificar como o seu conteúdo foi razoavelmente modificado, com a introdução de novos elementos que não faziam parte da versão inicial, ou o esquecimento de outros importantes. Fazendo essa transmissão por escrito, mais facilmente verificamos onde, quando e por quem foram introduzidas tais alterações.

O mesmo aconteceu com a transmissão, por escrito, dos textos originais da Bíblia. Aliás, os professores e pais têm essa experiência quando os seus alunos ou filhos fazem uma cópia, ou seja, pretendem transcrever qualquer texto de um livro para o caderno escolar: embora tenham na frente um original correcto, é comum haver omissões ou erros na cópia. Tudo isto nos ajuda a entender o que aconteceu com a Bíblia, na fase em que o texto começou a ser copiado ou impresso. De tal modo que, das Bíblias editadas antes de 1517, se disse que «continham quase tantos erros como palavras» (cf. p. 12 de «Actualidade Bíblica» nº 7). Aqui vai encontrar as várias épocas de transmissão escrita dos textos originais, as versões mais importantes de sempre e as feitas em português através dos séculos. Resta-me acrescentar, parafraseando o Evangelho: erratas sempre as teremos connosco, porque «errar é humano»; mas, pelo menos, não nos falte o pudor, o cuidado e o respeito pela Palavra de Deus, para não voltarmos à «corrompida variedade» do texto bíblico, de que se queixava Santo Agostinho [354-430] (cf. p. 37 de «Actualidade Bíblica» nº 7). A Bíblia está na moda - mas não vale tudo!

Lopes Morgado

home

 

 

Actualidade Bíblica nº 8

 

72 páginas

Ano 2004

19 x 20

Cód. 1822

Preço: 4,00 €

 

Título original:

«Los Discípulos de Jesús»

Tradução:

Vítor Arantes da Silva

Grafismo:

Lopes Morgado

Edição:

Difusora Bíblica

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

OS DISCÍPULOS DE JESUS

Vários (Associação Bíblica Espanhola)

Coordenador: Dr. Santiago Guijarro Oporto

 

Estudos

Jesus e os seus Discípulos (Santiago Guijarro Oporto)

Simão Pedro, o primeiro dos Apóstolos (Rafael Aguirre Monasterio)

A figura bíblica de Maria Madalena (Carmen B. Ubieta)

O Discípulo amado ou o mestre sem rosto (José A. González García)

Outros discípulos de Jesus (Dolores A. Parra)

Judas Iscariotes (Jaime Vázquez Allegue)

O Dia do Sábado (Javier Velasco Arias)

Bíblia e Belas Artes: João, Pedro e Judas na obra de Francisco Salzillo (Juan J. García Domene)

 

O tema de Os Discípulos de Jesus costuma despertar bastante interesse por razões óbvias, pois trata-se de pessoas que conviveram muito de perto com Jesus, durante o tempo da sua vida pública na Palestina. Além disso, foram esses discípulos que fundaram as primeiras comunidades cristãs e transmitiram às gerações seguintes as recordações acerca de Jesus. Os primeiros cristãos consideraram-nos como um modelo a seguir e, por isso, transmitiram-nos tudo o que sabiam acerca deles. Também para nós, cristãos do séc. XXI, aqueles primeiros discípulos são uma referência obrigatória, pois ser cristão consiste, basicamente, em seguir Jesus, ser seu discípulo.

Nos estudos que vêm a seguir, procurámos conciliar dois pontos de vista, que não se excluem, mas são complementares: o daqueles que investigam os dados historicamente fiáveis acerca dos primeiros discípulos, e o daqueles que procuram as atitudes que configuram o seguimento de Jesus em todos os tempos. Os antigos textos cristãos, canónicos e não canónicos, costumam misturar estes dois pontos de vista. Neles, as memórias acerca dos discípulos fundem-se com a imagem ideal que tinham feito acerca deles, enquanto fundadores de comunidades e garantes da tradição. A memória idealiza-se tanto para apresentar modelos de seguimento como para defender as tradições recebidas.

Os autores dos artigos tiveram em conta este duplo olhar sobre os Apóstolos. Alguns deles oferecem-nos, até, apontamentos sobre a imagem que deles tiveram os diferentes grupos cristãos, e sobre como essas imagens se foram transformando com o tempo ao serviço de novas necessidades e interesses. Porém, a visão predominante nestes, procura respeitar a história; e por isso, em todos eles, dum ou doutro modo, se avalia a fiabilidade das fontes.

Quisemos apresentar uma galeria de personagens representativas, que tivessem conhecido pessoalmente Jesus. Queríamos que fossem representativas pela sua diversidade: homens e mulheres, fiéis e traidores, principais e secundários… E que tivéssemos dados suficientes acerca deles.

O primeiro estudo trata dos discípulos em geral ou, melhor dito, sobre a experiência do discipulado, que se articula em três momentos: a vocação, o seguimento e a missão. É este o contexto vital comum à maioria das personagens de que se vai falar mais tarde. A intenção deste artigo, que eu próprio assino, é chegar a conhecer melhor a primeira experiência do discipulado no contexto do ministério de Jesus.

Os quatro artigos centrais estão dedicados a quatro personagens concretos: Pedro, Maria Madalena, o Discípulo Amado e Judas Iscariotes. Para o final, apresentamos, na habitual intuição e sensibilidade de Dolores A. Parra, outros discípulos. “Outros” discípulos de Jesus, homens e mulheres que não faziam parte do grupo dos Doze, mas que surgem nos evangelhos encarnando as atitudes que definem os verdadeiros discípulos de Jesus.

Santiago Guijarro Oporto

 

 

 

Actualidade Bíblica nº 9

 

72 páginas

Ano 2005

19 x 20

Cód. 1823

Preço: 4,00 €

Título original:

«La Palabra Inspirada»

Tradução:

Fr. Fernando Gustavo Ventura

Grafismo:

J. Machado Lopes

Edição:

Difusora Bíblica

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

home

 

A PALAVRA INSPIRADA

Vários (Associação Bíblica Espanhola)

Coordenador: Dr. Pedro Ignacio Fraile Yécora

 

Estudos

A inspiração bíblica: problemas e perspectivas (Pedro Fraile Yécora)

Evolução do conceito de «inspiração» entre o Vat. I e o Vat. II (Julián Ruiz Martorell)

É possível a «inspiração» nas outras religiões? (Jesús Martínez Madrona)

Revelação e Inspiração (Laurentino Novoa Pascual)

Porquê «Livros Sagrados e Profanos»? (Gonzalo Aranda Pérez)

Divina inspiração (com amor e com humor) (Francisco Meléndez)

Para uma interpretação bíblica contextualizada (Toríbio Tapia Bahena)

Resistências actuais à Inspiração (José Ignacio Blanco)

Oito teses sobre a «Inspiração Bíblica» (Juan Carlos Garcia Domene)

 

É possível que alguns leitores estranhem o facto de dedicarmos um número monográfico sobre o tema A PALAVRA INSPIRADA. Ainda se fala de inspiração? Dirão alguns: “Não se trata já de uma questão superada ou marginal”? Não é um ponto de partida falso, que pode conduzir ao fundamentalismo cristão ou à exclusão de outros textos religiosos? Não faltará ainda quem afirme que a inspiração é mais um assunto da teologia fundamental do que uma tarefa bíblica. A primeira, de facto, tem a ver com a auto-manifestação de Deus, com a revelação; a segunda, mais positiva, deve ocupar-se da exegese, da interpretação da Escritura. A inspiração é uma questão difícil, com arestas subtis e com consequências directas sobre a forma como a Igreja e o crente acolhem a Sagrada Escritura. Trata-se de uma tarefa difícil, uma vez que o homem moderno não pode aceitar, sem algumas reservas, que um texto seja “inspirado” por Deus.

Na aldeia global em que nos movemos, não podemos ignorar que há diferentes tradições religiosas que reclamam o carácter inspirado dos seus escritos; isto porque, ainda que se aceite o dogma da inspiração, faltam-nos categorias, metáforas, símbolos, imagens, que sejam, ao mesmo tempo eloquentes e que não atraiçoem o núcleo da nossa afirmação. Ainda que se trate de uma questão difícil, é, ao mesmo tempo, irrenunciável para o crente que quer conformar a sua vida com os textos da Escritura.

Por que motivo, então, proclamar solenemente na assembleia litúrgica “Palavra do Senhor”, depois de ler um texto bíblico ou por que motivo devemos aclamar “graças a Deus” ao acabar a leitura? Por que motivo deveríamos orar com a Bíblia entre as mãos se se tratasse unicamente de um texto de interesse cultural? Por que motivo deveríamos deixar que umas palavras, por mais bonitas que sejam, orientem toda uma vida se não fossem mais do que isso, palavras bonitas? Por que motivo deveríamos reivindicar a autoridade e a verdade da Escritura por parte de uma comunidade, que a reconhece e que a escuta com veneração? (…) O nosso desejo é que este número seja um serviço à reflexão sobre este tema importante, às vezes esquecido, deslocado e questionado, tentando clarificar conceitos e aportar alguma luz, ainda que pequena, que nos ajude a ler, saborear e apreciar a BÍBLIA como PALAVRA DE DEUS para o homem de hoje.

 Pedro I. Fraile Yécora

 

 

Actualidade Bíblica nº 10

 

72 páginas

Ano 2007

19 x 20

Cód. 1824

Preço: 4,00 €

Título original:

«Apocalíptica y Milenarismo»

Tradução:

 Drª Dália Pereira de Sousa

Revisão:

Doutor Herculano Alves

Edição:

Difusora Bíblica

 

 

 

 

 

 

 

 

 

APOCALÍPTICA E MILENARISMO

Vários (Associação Bíblica Espanhola)

Coordenador: Francisco Contreras Molina

 

 

Estudos

O Milenarismo no Apocalipse de João e nos apocalipses judaicos do fim do século I

(Domingo Muñoz León)

O Apocalipse cristão (Francisco Contreras Molina)

Apocalíptica e Escatologia (António Rodríguez Carmona)

Apocalíptica no Antigo Testamento (Miguel Peinado Muñoz)

Apocalíptica judaica fora da Bíblia (Gonzalo Aranda Perez)

Movimentos milenaristas de fim de milénio (J. Luis Sánchez Nogales)

Músicas de Fim de Milénio (Juan Carlos Garcia Domene)

 

Muitos de nós já alguma vez dialogámos com membros de seitas religiosas e, provavelmente, fizemo-lo com um desejo de abertura e de encontro sincero, movidos pelo espírito universal de uma religiosidade evangélica e eclesial. É provável que esse encontro nos tenha feito pensar em questões não consideradas até agora na nossa reflexão cristã, ou que tenha suscitado em nós um certo interesse em conhecer melhor alguns aspectos da tradição bíblica; alguns deles podem mesmo ser ignorados ou desconhecidos entre nós, mas que outros movimentos ou seitas – todos baseados na Bíblia – reivindicam como essenciais nas suas doutrinas: o fim do mundo e da história humana, a salvação, o destino do homem, a concepção do Reino de Deus e a segunda vinda de Cristo glorioso. Entre todos esses temas destaca-se a concepção de um Reino de Cristo na Terra, que durará mil anos, antes do juízo final, segundo a leitura e a interpretação que se faz de um texto chave do livro do Apocalipse (20,1-8).

Com este número monográfico sobre Apocalíptica e Milenarismo, «Actualidade Bíblica» pretende ser uma ajuda e recuperação da apocalíptica no sentido cristão, como palavra e esperança num mundo de sofrimento. Pretendemos clarificar a relação entre apocalíptica e milenarismo, para ter a correcta interpretação de alguns temas bíblicos polémicos, na relação com algumas seitas dos nossos dias. E, finalmente, queremos recuperar a força da tradição apocalíptica bíblica como uma palavra crítica e profética na história, que estimula a luta radical contra o mal e que abre novos horizontes, como uma mensagem que não proclama a fuga deste mundo, ainda que este seja muito mau, mas que induza a crer firmemente num Deus justo, para que o homem, comprometido activamente no presente, espere com firmeza a chegada definitiva do Messias e anuncie um tempo novo, com um sol de justiça que traga consigo a salvação.

José Cervantes

 

 

 

Actualidade

Bíblica nº 11

 

72 páginas

Ano 2007

19 x 20

Cód. 1825

Preço: 4,00 €

Título original:

«Grupos religiosos y

políticos en la Jerusalén

del siglo I»

Tradução:

 Dr. Frei Fernando

Gustavo Ventura

Revisão:

Frei José Machado Lopes

Edição:

Difusora Bíblica

 

 

 

 

 

GRUPOS RELIGIOSOS E POLÍTICOS

NA JERUSALÉM DO SÉCULO I

Vários (Associação Bíblica Espanhola)

Coordenador: Dr. Jaime Vázquez Allegue

 

 

Estudos

Fariseus e Escribas (Jorge Fernandez Sangrador)

Os Judeo-Cristãos de Jerusalém (Carlos Gil Abiol)

Apocalípticos, essénios e homens de Qumran (Jaime Vázquez Allegue)

Zelotas, Sicários e Profetas ambulantes (Miguel Perez Fernandez)

Sem contar as Mulheres. As Mulheres no judaísmo do séc. I (Inmaculada Rodriguez Torne)

Sacerdotes, Levitas e Saduceus (Pedro Fraile Yecora)

O mistério que encerra o nome (Juan Carlos Garcia Domene)

 

Este número de Actualidade Bíblica aproxima-nos dos grupos religiosos mais importantes do séc. I. Os escribas e os fariseus, os apocalípticos e essénios, os zelotas, profetas ambulantes e sicários, os sacerdotes, os levitas, os saduceus, as mulheres e os primeiros cristãos constituíam alguns dos grupos que deambulavam pelas ruas de Jerusalém. De muitos deles falam-nos os relatos dos Evangelhos, porque eram fiel testemunho da sociedade em que viveu Jesus e das origens do cristianismo. Cada um destes grupos foi preparado por bons conhecedores do contexto social, político e religioso que se vivia na Jerusalém do século I d.C., biblistas especializados no Judaísmo da época do Segundo Templo, na literatura intertestamentária, na sociedade de Jerusalém do tempo de Jesus e das origens do Cristianismo. Graças a eles, podemos hoje ter uma visão mais exacta e compreender melhor as palavras de Jesus, quando Ele se dirige a alguns destes grupos.

Todos estes grupos reflectiam as diferenças sociais entre a população. Helenistas, judeus e romanos não foram capazes de conviver em paz durante muito tempo. Jesus de Nazaré e os primeiros cristãos foram testemunhas da problemática que se vivia em Jerusalém naquele momento. O resultado das desavenças e confrontos conduziu à destruição da cidade e à diáspora dos judeus e das primeiras comunidades cristãs.

A actual Jerusalém - como a do primeiro século -, continua submetida às diferenças e discrepâncias entre povos, culturas e tradições. Que o anúncio pascal do Evangelho seja, também, notícia de paz para aquele que leva esse título inscrito no seu nome: Jerusalém, a cidade da paz.

Dr. Jaime Vázquez Allegue

 

 

 

Actualidade

Bíblica nº 12

 

72 páginas

Ano 2007

19 x 20

Cód. 1826

Preço: 4,00 €

Título original:

«LA FORMACIÓN DEL

NUEVO TESTAMENTO»

Tradução:

Frei Vítor Arantes da Silva

Revisão:

Frei José Machado Lopes

Edição:

© Difusora Bíblica

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

home

A FORMAÇÃO

DO NOVO TESTAMENTO

Vários (Associação Bíblica Espanhola)

Coordenador: Dr. José O'Callaghan

 

 

Estudos

O Enigma dos sinópticos (Rafael Aguirre Monasterio)

História das Formas (António Rodriguez Carmona)

A História da redacção dos Evangelhos sinópticos (Federico Pastor Ramos)

A Escola Joânica: Evangelho, Cartas, Apocalipse (Josep Oriol Tuñi)

Escritos Paulinos e pós-Paulinos (Jordi Sánchez Bosch)

O Novo Testamento como Palavra de Deus (António Maria Artola Arbiza)

Leitura dum Texto Bíblico: Mt 19,1-12 (Carmen Bernabé Ubieta)

Verifica os teus conhecimentos (Juan Carlos Garcia Domene)

Canções com Deus ao fundo (António López Baeza)

 

Um dos temas fundamentais que condicionam o estudo do Novo Testamento refere-se à formação do texto. O núcleo que maior dificuldade apresenta, e o que mais se estudou muito particularmente, é o conjunto dos três evangelhos sinópticos. Qualquer introdução ao Novo Testamento assinala três modos de estudar o texto no intuito de explicar a complexa unidade / diversidade dos referidos Evangelhos. Correspondem ao trabalho da crítica literária, da chamada História das Formas e da Redacção.

A primeira, olhando particularmente à estrutura do texto evangélico, recorre à hipótese das fontes literárias, que explicam razoavelmente as inter-relações entre Marcos, Mateus e Lucas. Desta exposição deduzem-se importantes considerações sobre a vitalidade das primitivas comunidades, sobre a índole dos evangelhos e sobre a forma como se chegou à sua leitura.

A História das Formas tem sua origem no princípio de que a «forma literária» duma unidade expressiva corresponde a uma situação histórica concreta, a fim de facilitar melhor compreensão daquilo que é proposto por parte dos destinatários. Aplicada ao Evangelho, contribui para o conhecimento da obra de Jesus e da sua transmissão na Igreja primitiva.

A História da Redacção fixa-se nas peculiaridades literárias e teológicas dos hagiógrafos, que se reflectem na sua redacção final como fundo de repetição histórica.

Após a exposição das diversas reflexões sobre a formação do Novo Testamento, apresenta-se a doutrina oficial da Igreja, para concluirmos com algumas considerações acerca da índole e formação do Novo Testamento. A situação da Igreja no período anterior ao Vaticano II, revelava tensões doutrinais e declarada incompreensão perante determinadas posições. Recorde-se, por exemplo, o «Monitum» do Santo Ofício acerca da historicidade dos Evangelhos e a conhecida polémica romana dos anos 1960-1962. Todavia, o Vaticano II - contra tudo o que se esperava - conseguiu serenar os ânimos e, após prolongadas e frutuosas discussões, concretizar o pensamento do seu Magistério, a respeito do Novo Testamento, através do denso e clarificador capítulo V da «Dei Verbum».

Dr. José O'Callaghan

 

 

 

Actualidade

Bíblica nº 13

 

72 páginas

Ano 2007

19 x 20

Cód. 1827

Preço: 4,00 €

Título original:

«JERUSALÉN»

Tradução:

Fernando Gustavo Ventura

Revisão:

Frei José Machado Lopes

Edição:

© Difusora Bíblica

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

home

 

JERUSALÉM

Vários (Associação Bíblica Espanhola)

Coordenadores:

Dr. Joaquin González Echegaray

Dr. José Manuel Sánchez Caro

 

 

Estudos

Jerusalém: História de uma cidade (J. González Echegaray)

Todos nasceram nela: Teologia de Jerusalém (José Manuel Sánchez Caro)

Jerusalém, capital do Grande Rei (Júlio Trebolle Barrera)

Jerusalém, Jerusalém: Pegadas de Jesus na Cidade Santa (Florentino Díez)

Sereis minhas testemunhas em Jerusalém (Rafael Aguirre)

Se me esquecer de ti, Jerusalém... (José Fernández Lago)

Peregrinar a Jerusalém (Francisco de Lucas)

Leitura de um texto bíblico: Is 2,1-5 (José Manuel Sánchez Caro)

Textos para orar e reflectir (José Manuel Sánchez Caro)

 

Um tema monográfico tão rico e variado como este "Jerusalém", requer, pensamos nós, duas pessoas de diversa formação para coordenar os pontos de vista e seleccionar a equipa de colaboradores. Porque Jerusalém não é, apenas, uma povoação concreta mas é, sobretudo, um símbolo ao longo da Bíblia e da História.

O primeiro artigo, assinado por Joaquin González Echegaray, apresenta uma visão da Cidade Santa desde a perspectiva da sua história urbanística. Não se pode falar de Jerusalém se não se conhece, ao menos genericamente, a localização e as características da cidade e suas transformações ao longo dos séculos. Seguindo o nosso propósito, vem a seguir um segundo estudo sobre Jerusalém escrito por José Manuel Sánchez Caro em que, também em forma de síntese, se fala da história da cidade, embora enfocada, neste caso, sob uma perspectiva teológica.

A partir destes dois estudos básicos, o tema completar-se-á com aspectos mais concretos e de diversos pontos de vista. Para isso pediu-se a colaboração de especialistas em diversas matérias. Julio Trebolle Barrera desenvolve a ideia de Jerusalém como capital de Javé Rei. Florentino Díez, arqueólogo bem conhecido pelas escavações dirigidas por ele precisamente em Jerusalém, apresenta um estudo sobre a cidade que Jesus conheceu e os vestígios da Sua presença, ainda hoje reconhecíveis.

Em Jerusalém viveu a primeira comunidade de discípulos e seguidores de Jesus depois da experiência pascal. O tem da Igreja de Jerusalém é desenvolvido por Rafael Aguirre Monasterio. José Fernández Lago colabora com um estudo da Jerusalém que perdurará na memória do povo judeu, depois da destruição do templo, e da ideia e símbolo de Jerusalém na tradição cristã, principalmente nos estudos patrísticos.

A partir das secções didáctica e informativa, Ignácio Peña, historiador e arqueólogo com muitos anos de experiência no Oriente, oferece-nos uma panorâmica da complexa situação religiosa actual da cidade de Jerusalém. Francisco de Lucas, director do Instituto Español Bíblico e arqueológico de Jerusalém fala-nos de um aspecto característico da cidade: Jerusalém como centro de peregrinação universal. Apresenta-nos igualmente um esboço da história da instituição que tem dirigido durante os últimos anos. Finalmente, acrescentamos o aspecto pastoral: Jerusalém como objecto de oração e leitura para o cristão de hoje, tema preparado por José Manuel Sánchez Caro.

J.M. Sánchez Caro

J. González Echegaray

 

 

 

Actualidade

Bíblica nº 14

 

72 páginas

Ano 2007

19 x 20

Cód. 1828

Preço: 4,00 €

Título original

«BIBLIA Y CULTURAS»

Tradução

Frei Vítor Arantes

Revisão

Frei José Machado Lopes

Edição:

© Difusora Bíblica

FÁTIMA-LISBOA

ISBN

978-972-652-253-9

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

home

BÍBLIA E CULTURAS

 

Vários (Associação Bíblica Espanhola)

Coordenador:

Dr. Miguel PÉREZ FERNÁNDEZ

 

 

Estudos

«Diversidade de Bíblias e diversidade de Culturas» (Júlio TREBOLLE BARRERA)

«O Novo Testamento e a cultura mediterrânica» (Santiago GUIJARRO OPORTO)

«Problemas duma leitura actualizada da Escritura» (Horácio SIMIAN YOFRE)

«Possibilidade, necessidade e fundamentos

duma hermenêutica psicológica dos textos bíblicos» (Mercedes NAVARRO PUERTO)

«Bíblia semítica em língua banto» (J. Ramón ECHEVERRÍA)

«As Olimpíadas e o espírito desportivo da vida na Bíblia» (Santiago FERNANDEZ ARDANAZ)

«Grandeza e pequenez do homem, segundo Qohelet 3,11» (José VÍLCHEZ LÍNDEZ)

«O Salmo 104 e o Canto ao Sol de Akhenton» (José Manuel SÁNCHEZ CARO)

«Rute, a amiga» (Juan Carlos GARCIA DOMENE)

«Verdades Últimas» | oração poética (António LÓPEZ BAEZA)

 

Sob o título «Bíblia e Culturas» celebrou-se em 1992, em Granada, o IV Simpósio Bíblico Espanhol e Ibero-Americano (editado pela Fundação Bíblica Espanhola. Valência-Granada 1993). Nessa altura estava em gestação a RESENHA BIBLICA e era opinião unânime que se consagrasse um dos primeiros números a este tema. Alegra-me por poder apresentar este número, realçando simplesmente três aspectos, que poderão estimular a sua leitura e ajudar a descobrir alguns novos elementos.

1. Cultura bíblica é uma expressão que evoca conhecimento e domínio do mundo bíblico: língua, literatura, história. Teologia bíblica e espiritualidade bíblica são igualmente expressões que supõem determinada visão e actuação inspiradas em personagens ou paradigmas bíblicos. O bíblico, pelas raízes que possui na nossa cultura, teologia e espiritualidade, sempre exerceu especial atracção nas nossas mentes: na Bíblia procuramos o genuíno, o indiscutível, primitivo, original. Mas existe também a constatação comum de que na Bíblia encontramos diversidade de teologias, de espiritualidades e de culturas. O homem de cultura bíblica bem depressa tomou consciência da grande diversidade de culturas existentes na Bíblia.

2. Diversidade de culturas na Bíblia. Os artigos dos professores Trebolle, Guijarro, F. Ardanaz e Sanchez Caro estão nessa linha. Temos a impressão de que a Bíblia foi o grande crisol, em que o Egipto, Mesopotâmia, Síria e Canaã se forjaram. Poderíamos ser levados a pensar num «sincretismo bíblico», (que em caso algum se deu), mas o magnífico resultado explica-se melhor, e positivamente, como um fenómeno de «aculturação» da mensagem salvífica em diferentes povos (cananeus, babilónicos), mentalidades (profética, sapiencial…) e línguas (hebraico, aramaico, grego).

3. A Bíblia perante as culturas actuais. O dado anterior é já indicativo da orientação que devem tomar a pregação e a tradução da Bíblia actualmente. Os artigos dos professores Echevarria, Navarro e Simian Yofre traduzem esforços fecundos em traduzir para a cultura do povo e com a cultura do povo, em interpretar, a partir da proposta hermenêutica moderna e para a problemática actual. Um factor existe de enorme significado: desde os primórdios os cristãos utilizaram não a Bíblia hebraica, mas a Bíblia grega, secundarizando o gosto íntimo da língua original para melhor ajudar o povo com uma língua compreensível (o grego era então o que é hoje o inglês); inclusivamente, as palavras de Jesus, saídas da sua boca em aramaico e, algumas vezes, em hebraico, foram transmitidas em língua grega. O universalismo da Mensagem de Jesus exigia e exige a tradução.

Estou certo de que o leitor da ACTUALIDADE BÍBLICA deleitar-se-á com a leitura destes trabalhos. Em nome de todos, quero exprimir meu agradecimento e felicitar os autores.

Dr. Miguel Pérez Fernández

Universidade de Granada

OS AUTORES

Dr. MIGUEL PÉREZ FERNÁNDEZ

Catedrático de Hebreu na Univ. de Granada

Pertence ao Conselho Directivo da Associação Bíblica Espanhola

Foi Director do Instituto Bíblico e Arqueológico Espanhol de Jerusalém

Entre as suas numerosas obras, salientamos:

"Tradições Messiânicas no Targum Palestinense" (1981)

"Os Capítulos de Rabbí Eliezer" (1984)

"Sifré Números" (1989)

"A língua dos Sábios" (1992)

 

D. JOSÉ VÍLCHEZ LÍNDEZ

Professor de Sagrada Escritura e Antropologia Teológica na Faculdade de Teologia de Granada

 

 

D. SANTIAGO GUIJARRO OPORTO

Professor de Sagrada Escritura e Director da "Casa da Bíblia" em Madrid

 

D. MERCEDES NAVARRO PUERTO

Professora de Psicologia Religiosa e de Sagrada Escritura no Instituto S. Pio X de Madrid

 

D. HORÁCIO SIMIAN YOFRE

Professor de Sagrada Escritura no Instituto Bíblico de Roma

 

D. SANTIAGO FERNÁNDEZ ARDANAZ

Professor de Sagrada Escritura, Estudos Orientais e Origens do Cristianismo no Ateneu de Santo Tomás de Roma

 

 

 

 

Actualidade

Bíblica nº 15

 

72 páginas

Ano 2008

19 x 20

Cód. 1829

Preço: 4,00 €

Título original

«ISRAEL NA PALESTINA»

Tradução

J. Machado Lopes

Revisão

Frei José Machado Lopes

Edição

© Difusora Bíblica

FÁTIMA-LISBOA

ISBN

978-972-652-257-7

Dep. Legal

Nº 273719/08

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ISRAEL NA PALESTINA

 

Vários (Associação Bíblica Espanhola)

Coordenador: Dr. Júlio TREBOLLE BARRERA

 

Estudos

«Quando apareceram Israel e o Javismo?» (Júlio TREBOLLE BARRERA)

«Procedência dos primeiros Israelitas» (Júlio TREBOLLE BARRERA)

«Canaã e Israel durante a época Monárquica» (Rocío Carlota HERAS FERNÁNDEZ)

«Tempo de destruir, tempo de edificar. Israel entre a Babilónia e a Pérsia» (Enrique RUIZ GONZÁLEZ)

«O Judaísmo da Palestina e o Judaísmo da Diáspora: tensões religiosas e sociais na época helenística» (Guadalupe SEIJAS DE LOS RIOS-ZARZOSA)

«A Palestina sob o domínio romano: entendimento e conflito» (Carmen HERRANZ PASCUAL)

«Nm 5,11-31: A "Ordalía" da inveja» (Olga Isabel RUIZ MORELL)

«David, o Rei» (Juan Carlos GARCIA DOMENE)

 

A "história da salvação" aconteceu numa "geografia da salvação" muito concreta e bem localizada. O tempo é inseparável do espaço e o tempo sagrado é-o muito mais do espaço sagrado em que têm lugar as festas anuais, os sábados de repouso no fim da semana ou os sacrifícios e oferendas que marcam o ritmo de cada dia. A vida individual e colectiva é um incessante entrar no sagrado e voltar ao profano ou sair do profano para entrar no sagrado. O profano não é mau: é, simplesmente, o tempo não dedicado especificamente ao culto e o ficar num espaço não consagrado, tal como é o templo.

O território de Israel é todo sagrado porque é a Terra da Promessa e da Aliança. Mas, antes da história bíblica, esse mesmo território era parte de Canaã da época do bronze e, no final da história bíblica, passou a ser a Palestina da época romana. Durante a época bíblica, parte da população continuou a ser cananeia ou filisteia (palestina), ou procedia de movimentos migratórios mais ou menos esporádicos ou, mesmo, forçados (a Bíblia menciona frequentemente os gerim - estrangeiros instalados entre os israelitas).

Os próprios israelitas eram cananeus. Israel nasceu e desenvolveu-se em Canaã. Os estudos arqueológicos põem isto cada vez mais em relevo. Os primeiros israelitas eram, basicamente, agricultores estabelecidos sobretudo na zona montanhosa da Palestina. A procedência étnica, a língua, a cultura, e mesmo as manifestações religiosas de Israel, são tipicamente cananeias.

Mas Canaã era, ou converteu-se, em inimiga de Israel. E aí radica uma das tensões constitutivas da história profana e religiosa de Israel. Os israelitas cananeus vêm-se, ou consideram-se, confrontados a outros cananeus. Israel e Canaã aparecem como entidades inimigas. O território de Canaã, objecto da Promessa aos Patriarcas e a Moisés e domínio da monarquia davídica, converte-se no lugar da perpétua tentação da recaída na idolatria cananeia. Esta é, de um modo muito geral, a visão bíblica da geografia sagrada e profana em Canaã / Palestina.

"Israel em Canaã / Palestina" expressa a tensão entre a realidade de um Israel originário de Canaã, como reconhece o Profeta Ezequiel ("Pelas tuas origens e pelo teu nascimento, és da terra do cananeu. O teu pai era amorreu e a tua mãe hitita" - 16, 3), e a consciência de Israel de ser "diferente", de estar "separado", de proceder do "outro lado" de Canaã.

Aqui, seguiremos as diferentes etapas desta tensão entre o Israel histórico e o Israel da fé Javista, os dois unidos e inseparáveis: o Israel cananeu e, mesmo, "cananeizado" e idólatra, e o Israel ideal, puro e incontaminado, que parece mover-se por cima e à margem da história e da geografia de Canaã/Palestina; o Israel da grande cultura cananeia e fenícia, aberta ao comércio mediterrânico e às caravanas através das estepes sírias, e o Israel encerrado no sua montanha, o Israel de Profetas como Elias e dos legisladores de uma ordem sócio-religiosa ideal, expressa no Deuteronómio.

1. Israel nasce em Canaã, mas o seu Deus Javé e a sua fé javista têm as suas primeiras origens na fronteira meridional de Canaã, nos desertos de Paran, Seir e Sinai. Os grupos mais significativos da povoação israelita, os "filhos de Jacob" e os "filhos de Israel", têm perfeita consciência de procederem de fora do Canaã israelita, de Arram no Norte ou dos desertos do Sul.

2. A tensão entre o Israel cananeu e o Israel anti-cananeu manifesta-se, sobretudo, no momento crítico da transição do sistema tribal para o sistema urbano e monárquico: Uns querem ser "como os outros povos", outros querem ser um povo "diferente". Ao longo do período monárquico, tanto o reino de Israel, no Norte, como o reino de Judá, no Sul, se sentirão tentados por uma política pró-fenícia, para o Ocidente marítimo; ou pró-arameia, para o Oriente estepário; ou, ao contrário, para uma política isolacionista, de um modo especial nos aspectos cultural e religioso. Quando as grandes potências - Assíria e Babilónia -, fazem sucessivamente a sua aparição nas terras do antigo Canaã, Israel de novo se dividirá entre partidários e adversários da grande potência de turno, acusando-se os adversários de derrotismo, como foi o caso do profeta Jeremias.

3. A catástrofe do Exílio trouxe um novo tipo de relação entre o "dentro" e o "fora" de Israel, de cada vez que o grupo mais dinâmico e significativo, o "resto de Israel", vivia fora do território do Israel histórico. Surge então uma diáspora oriental judaica que, com os grupos mais activos de retornados a Sião, encarna de novo a tensão entre o Israel "luz das nações", disseminados entre os extremos de Pérsia e Egipto, e o Israel da "lâmpada de David", de uma esperança de restauração davídica, por vezes de via estreita.

4. Uma nova convulsão no Oriente, marcada pelas conquistas de Alexandre e a irrupção da cultura helenista, assinala o fim da história bíblica e abre uma nova época de tensão entre o Israel de fora e o Israel de dentro, os dois misturados e encontrados na pequena geografia de Jerusalém e seus arredores. A nova diáspora judia, desta vez pelo Ocidente mediterrânico de língua e cultura grega, abre à Bíblia, já formada na sua estrutura básica, novas vias de difusão da sua mensagem, que serão continuadas e desenvolvidas, depois, pelo cristianismo. As tensões entre judeus "helenizantes" e judeus "judaizantes" provocará crises tão graves como a da revolta dos Macabeus e constituirão o prólogo da grande catástrofe da destruição de Jerusalém pelos romanos no ano 70 d.C.

5. A Palestina, como passará a chamar-se desde a época romana a Canaã ou o Israel bíblico, converte-se no cenário da catástrofe dos judeus, que chegarão a ser proibidos de habitar na antiga Judeia e, por outro lado, de uma nova restauração, primeiro, na região da costa mediterrânica à volta de Javne (Jâmnia) e, depois, pelas terras da Galileia, de um judaísmo bem depressa convertido no judaísmo clássico, de cariz rabínico. Entretanto, este judaísmo muito fechado sobre si mesmo, continua a sua vida para Oriente e Ocidente, e alcançará uma época de bastante esplendor, especialmente na Mesopotâmia, onde chegará a produzir a magna obra do Talmud babilónico.

O nascimento de Jesus de Nazaré, o Cristo, na Palestina, e a rápida expansão do cristianismo, determinam a mudança da era. As raízes palestinenses e semíticas do cristianismo transferem para este uma religiosidade muito comprometida, militante, apaixonada e zelosa, segundo a mais antiga tradição religiosa cananeia e bíblica. Começa uma nova história de encontro e desencontro entre o cristianismo e as diversas Ilustrações profanas que se foram sucedendo nas diversas geografias de cada horizonte cultural desde a antiguidade até à Modernidade contemporânea. 

Dr. Júlio Trebolle

Universidade de Complutense de Madrid

 

Dr. JÚLIO TREBOLLE BARRERA

É Professor do Departamento de Estudos Hebreus e Arameus e Director do Instituto de Ciências das Religiões da Universidade Complutense de Madrid.

É membro do Comité Internacional de Edição dos Manuscritos do Mar Morto.

Doutor em filologia semítica e em Teologia, licenciado em Filosofia e em Ciências Bíblicas e élève honoraire de l'École Biblique de Jerusalém.

É autor de numerosos livros e artigos sobre crítica textual e literária da Bíblia e sobre hermenêutica bíblica e contemporânea, dos quais se deve destacar:

- Salomón e Jeroboam;

- Historia de la recensión y redacción de 1Re 2,12-14 (1980);

- Jehú y Joás. Texto y composición literária de 2Re 9 - 11 (1984);

- La Bíblia judaica y la Bíblia cristiana. Introducción a la história de la Bíblia (1993);

Em colaboração com Florentino García Martínez:

- Los Hombres de Qunrân, Literatura, estructura y concepciones religiosas (1993);

- La Experiencia de Israel (1996).

 

 

 

Actualidade

Bíblica nº 16

 

72 páginas

Ano 2008

19 x 20

Cód. 1830

Preço: 4,00 €

Título original

«SAN PABLO»

Tradução

Frei Vítor Arantes

Revisão

Frei José Machado Lopes

Edição:

© Difusora Bíblica

FÁTIMA-LISBOA

ISBN

978-972-652-258-4

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SÃO PAULO

 

Vários (Associação Bíblica Espanhola)

Coordenador:

Dr. Federico PASTOR-RAMOS

 

 

Estudos

Paulo, Evangelizador e Evangelho (Juan José Bartolomé Lafuente)

O Evangelho de Paulo (Senén Vidal García)

São Paulo, Hoje: Actualidade e Utilidade (Federico Pastor-Ramos)

As Comunidades paulinas e sua influência

na configuração do Cristianismo primitivo (Miguel Salvador García)

Ética paulina e actualidade de Paulo (Federico Pastor Ramos)

"Fui considerado por Jesus Cristo". A experiência pascal como chave da vida,

da teologia e da missão de Paulo (Santiago Guijarro Oporto)

Guiões de leitura de textos paulinos (Juan Miguel Diaz Rodelas)

...................................................

SEMANA BÍBLICA - proposta (Casa da Bíblia)

 

 

Os escritos de São Paulo abarcam aproximadamente a terceira parte do Novo Testamento, constituindo um dos mais relevantes sectores no conjunto dos textos neo-testamentários, juntamente com os Sinópticos e a tradição de São João.

Um dos artigos deste caderno, da série «Actualidade Bíblica», leva o sugestivo título «São Paulo Hoje. Actualidade e Utilidade!», mostra-nos a concepção Paulina da teologia, da antropologia e da moral, destacando-se a liberdade interior e a força pessoal de S. Paulo, bem como a sua preocupação diante das dificuldades reais, inclusivamente, económicas das comunidades.

Outro artigo apresenta-nos a figura de «São Paulo, Evangelizador e Evangelho». Intenta realçar algo de tão global e característico acerca do pensamento e actividade de S. Paulo como é o seu «evangelho», palavra que, na sua obra, não significa exactamente o mesmo que nos evangelhos sinópticos. Paulo, o evangelizador, continua a ser hoje um modelo singular.

Sempre dentro do marco geral do evangelho paulino, mas mais centrado nalguns aspectos teológicos, encontramos o tema «O Evangelho de Paulo. Aspectos da Teologia Paulina». Não precisamos de insistir demasiado em que a Teologia paulina, juntamente com a joânica e, possivelmente, ainda mais do que esta última, é a mais rica e profunda do Novo Testamento. Dedicamos estas páginas a destacar alguns dos pontos nevrálgicos dessa Teologia.

A par dos seus aspectos cristológicos e antropológicos, a eclesiologia paulina, e, mais ainda, a sua prática eclesial, constitui uma das problemáticas mais interessantes e actuais. As comunida­des paulinas foram, provavelmente, as mais dinâmicas no Cristianismo primitivo e, em certos aspectos, as mais parecidas com as comunidades actuais. É tema, que aparece noutro contributo com o título: «As comunidades paulinas e sua influência na configuração do cristianismo primitivo».

Por último, a Ética. A concepção típica de S. Paulo acerca da prática demonstra autêntica novidade, provavelmente, porque deixaram passar por alto muitas de suas características. Tem interesse realçá-las no momento actual.

Completam este número as habituais secções informativa e didáctica. Oferecemos uma selecção de livros sobre temas paulinos, com interesse para os nossos leitores. Apresentamos ainda uma série de exercícios de leitura de alguns textos, que mostram como a análise dos escritos do Apóstolo não é tão difícil como pode pensar-se.

Houve esforço por tornar prático, útil e próximo um dos sectores do Novo Testamento mais importantes e que, actualmente, talvez não tenham sido tão bem estudados como seria razoável. Foi esta a preocupação que guiou a nossa selecção dos temas e dos autores, prescindindo de tecnicismos alheios a esta publicação.

Gostaríamos que a figura e a obra de São Paulo recebesse a consideração que merece! Isso significaria não só um acto de justiça, mas, através dessa atenção, aproveitaríamos especialmente uma das mais ricas exposições da Palavra de Deus, que temos à nossa disposição!

Dr. Federico Pastor-Ramos

Saint Louis University de Madrid

OS AUTORES

Dr. FEDERICO PASTOR-RAMOS

Professor de temas escriturísticos na Saint Louis University de Madrid. Seus trabalhos estão orientados, sobretudo, para o estudo da obra paulina. Podem mencionar-se, entre outras, as seguintes obras:

"La Libertad en la Carta a los Gálatas" (1977)

"Liberación y Libertad" (1982)

"Los escritos paulinos" (1989)

"Pablo, un seducido por Cristo" (1991)

"La Salvación del hombre en la muerte e ressurreción de Cristo" (1991).

Além destes, é autor dum comentário aos Actos dos Apóstolos (1990), e publicou recentemente "La família en la Bíblia". O autor, que foi também Director da Associação Bíblica Espanhola, produziu abundante colaboração em obras, artigos e recensões.

 

D. Juan J. Bartolomé Lafuente

Professor de Sagrada Escritura

em Madrid

D. Senén Vidal García

Professor de Sagrada Escritura

em Madrid

D. Miguel Salvador García

Professor de Sagrada Escritura

em Palência

D. Santiago Guijarro Oporto

Professor de Sagrada Escritura

em Madrid

 

   
 

nota

Os preços estão sujeitos a alteração sem aviso prévio.

Os pedidos ficam condicionados à disponibilidade existente em «stock».

Para qualquer informação ou esclarecimento, consulte-nos.

© 2000-2013 Difusora Bíblica - Todos os direitos reservados