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DOCUMENTOS DA
IGREJA SOBRE A BÍBLIA
novidade editorial |
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"Disse Jesus:
Tu és Pedro e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja" (Mt
16,18) |
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publica em Portugal a tradução dos «Cahiers Évangile», das
edições "Du Cerf" (Paris). Esta tradução sai em vários
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Título
DOCUMENTOS DA IGREJA SOBRE A BÍBLIA
Autor
Herculano Alves
Ilustrações
Memmo
Caporilli, Los Papas, Roma 1999
COEDIÇÃO
Difusora Bíblica
Rua de
S. Francisco de Assis / Apartado 208
2496-908 FÁTIMA
ISBN
978-972-652-291-1
G.C.
- Gráfica de Coimbra 2 Publicações, Lda.
Palheira - Assafarge
Apartado 3068
3001-453 COIMBRA
ISBN
978-972-603-513-8
Depósito Legal nº 322161/11
Com
o patrocínio do
MONTEPIO
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Características:
2240
páginas
352
documentos situados na história da Igreja
2000 anos
de história na Bíblia da Igreja
5 índices
para consulta
Documentos do Sínodo dos Bispos sobre a Bíblia
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No "Prefácio", D.
Manuel Clemente, bispo do Porto, que faz a apresentação da obra,
refere:
«Duas
palavras
para agradecer este oportuno trabalho de Frei Herculano Alves,
biblista capuchinho de comprovados méritos no estudo e na divulgação
rigorosa da Sagrada Escritura.
Este trabalho, na sua
introdução histórica e na integração que faz das várias fontes, é um
bom contributo para melhor compreendermos a presença da Bíblia na
Igreja.
Também para
percebermos que a Tradição “católica”, querendo salvaguardar o
legado global, resiste naturalmente a iniciativas marcadamente
individuais no campo da interpretação ou da acção, ainda que possa
integrá-las depois, no todo ou em parte, sempre que acabarem por se
revelar fecundas.
A presente obra é de
uma actualidade evidente, pois todos sabemos que, desde o concílio
Vaticano II, a Igreja, no seu magistério oficial, tem apelado a
todos os católicos para que façam da Bíblia o seu livro. A presente
recolha de documentos da Igreja sobre a Bíblia é disto uma prova.
Mais, o autor pretendeu precisamente levar esta voz da Igreja aos
mais variados ambientes, não apenas aos ambientes eclesiais, mas
também ao mundo da cultura, mormente o da cultura histórica. E não
só, pois documentos de Moral, de tradução da Bíblia... além das
encíclicas dos papas sobre a Bíblia, são aqui apresentados
integralmente.»
+ Dom Manuel Clemente
bispo do Porto
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Herculano
Alves,
freiherculano@gmail.com franciscano
capuchinho, natural de Serafão, concelho de Fafe, tem exercido as mais
variadas actividades bíblicas, a nível académico e pastoral:
foi coordenador geral da BÍBLIA da Difusora Bíblica,
coordenador do Novo Testamento e tradutor de alguns dos
livros; presidente do Movimento de Dinamização Bíblica dos
Franciscanos Capuchinhos durante vinte anos; director da
revista Bíblica.
Em 1972,
frequentou a Universidade de Coimbra, onde se Licenciou em
FILOLOGIA ROMÂNICA, na Faculdade de Letras.
Em Outubro de
1981 iniciou os seus estudos no Pontifício Instituto Bíblico
de Roma, onde se Licenciou em CIÊNCIAS BÍBLICAS, em
Fevereiro de 1984, com a tese: “El Evangelio de Tomás y
los Sinópticos”.
Em 1986
iniciou a sua carreira de Professor na UNIVERSIDADE CATÓLICA
PORTUGUESA (Faculdade de Teologia, Centros do Porto e de
Braga), onde tem leccionado várias Cadeiras de Ciências
Bíblicas, até ao presente: Evangelhos Sinópticos,
Pentateuco, Actos e Epístolas Católicas, Novo Testamento I,
Novo Testamento II, Bíblia e Educação da Fé, Semiótica e
Leitura de textos Bíblicos, A Aliança na Bíblia. Desde 1986, é professor de Sagrada
Escritura na Universidade Católica (Porto).
Em 26 de Abril
de 2005 obteve o DOUTORAMENTO EM TEOLOGIA BÍBLICA pela
Universidade Pontifícia de Salamanca, com a tese: A
Bíblia de João Ferreira Annes d’Almeida. Trata-se da
primeira tradução portuguesa da Bíblia, que é também a obra
em língua portuguesa mais editada e mais lida.
É autor de
várias dezenas de artigos de carácter científico, publicados
em várias revistas.
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Documentos da Igreja sobre a Bíblia
Para
quê? Qual o interesse? Estas e outras perguntas podem ser
pertinentes, ou têm a sua razão de ser num cristianismo ainda pouco
enraizado na Palavra de Deus. Mas não terão qualquer razão de ser
num cristianismo que já assentou as suas bases «sobre a rocha» da
Palavra viva de Jesus Cristo (Mt 7,24s).
Muitas
vezes se diz que a Igreja católica pouca importância tem dado à
Bíblia, que tem deixado o livro do cristianismo nas mãos dos
protestantes e das seitas. Esta acusação tem algum fundamento na
medida em que, durante séculos, a Igreja católica deu mais
importância aos sacramentos, à liturgia, do que à Palavra de Deus.
Durante esse período (e em muitos sectores da Igreja ainda hoje),
existiu uma mentalidade não de abandono da Bíblia, não de menosprezo
pela Palavra de Deus, mas de falta de consciência da importância da
mesma Palavra.
A
comprovar o que afirmamos - que a Igreja não abandonou a Bíblia -
está a grande quantidade de documentos que a Igreja produziu sobre a
Bíblia. Estes documentos provam, antes de mais, que a Igreja se
preocupou com a Bíblia e com a maneira de ler e de a interpretar.
Daí a razão de muitos dos seus documentos terem a pretensão de
defender a Bíblia de falsas interpretações. Foi esse cuidado
exagerado despendido na «defesa» da Bíblia que, tendo embora óptimas
intenções, teve o seu reverso da medalha: provocou um falso temor da
Bíblia, o medo de a interpretar mal e, consequentemente, o abandono
da mesma.
A
determinada altura, a Bíblia passou a ser vista, não como «mesa da
Palavra de Deus», como algo vital, de absoluta necessidade para os
crentes, como fonte pura donde jorra a verdade de Deus para todo o
homem, mas como algo neutro, que tanto vale ter como não ter, como
uma «devoção» a par de outras «obrigações». É aqui que está,
certamente, o maior pecado da Igreja e dos católicos .
O
Concílio Vaticano II produziu uma reviravolta nesta mentalidade da
Igreja. A Bíblia, que era «serva da Teologia», passou a ocupar o
lugar donde a tinham destronado: a fonte da Teologia e de todas as
ciências eclesiásticas; ela, que era vista como algo secundário,
como uma espécie de «devoção», passa ao primeiro lugar, à primeira
das obrigações de todo o discípulo de Jesus; ela, que era
considerada como «livro protestante», passa a ser o «manual», o
livro de cabeceira de todos os católicos (Cf. DV 24, 25 e 26).
A Bíblia, Palavra de Deus
A
Bíblia é, a muitos títulos, um livro difícil e complicado. Difícil e
complicado por ser palavra, isto é, linguagem e cultura e, muito
mais ainda, por esta palavra ser, além de palavra humana, sobretudo
Palavra de Deus.
É aqui
que reside a principal dificuldade da Bíblia. Porque o ser humano
não pode conhecer Deus em Si mesmo. Como é Deus? Como é que Deus
fala com o homem? Que linguagem utiliza? Que descodificação temos de
fazer para nos tornarmos receptores capazes desta Palavra, que nos
vem duma pessoa-emissora divina e, por isso mesmo, infinitamente
diferente do homem e transcendente?
Estas
e muitas outras interrogações nos podemos (e devemos) fazer antes de
iniciarmos qualquer estudo sério da Bíblia. Mas não poderemos
responder-lhes sem um mínimo de esforço e estudo. É muito perigosa a
convicção de tantos cristãos, mesmo de certos grupos católicos, que
pensam saber a Bíblia pelo facto de saberem soletrar, materialmente,
as suas palavras! Sendo a Bíblia um livro dificílimo, exige estudos
profundos nos vários campos das ciências bíblicas e da linguagem.
Porém,
não são os estudos bíblicos que nos podem fazer perceber o sentido
mais profundo dos textos, nem ouvir a Palavra de Deus que está por
detrás das palavras humanas e materiais da Bíblia.
É,
sobretudo, a oração na fé que nos põe em sintonia com Deus, e nos
coloca na onda em que Ele nos quer falar.
O Deus
da Bíblia é, acima de tudo, um Deus-falante, um Deus
interveniente na História, um Deus que nunca Se cala para chamar o
Seu povo à salvação.
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Nesta obra, o leitor encontra os seguintes
capítulos e temas
I. A BÍBLIA na
igreja - PERCURSO HISTÓRICO
I.
Do período Apostólico ao
Concílio de Trento (160-1550)
1. Do período Apostólico à
Alta Idade Média
1.1. Período Apostólico
1.2. Padres Apostólicos
1.3. Qual era o Cânon dos
livros inspirados no tempo de Jesus?
2. Da Alta Idade Média ao
concílio de Trento
2.1. A Bíblia e os teólogos
2.2. A Bíblia e as heresias
medievais
2.3. S. Francisco de Assis e
S. Domingos
II.
Do Concílio de Trento ao
Vaticano I (1550-1870)
1. Os Reformadores e o
concílio de Trento
2. Princípios Hermenêuticos
de Lutero
3. O concílio de Trento e o
Cânon definitivo
4. Desde o concílio de
Trento até ao Vaticano II
5. O racionalismo
protestante
III.
Do concílio Vaticano I ao Vaticano II (1870-1962)
1. No concílio Vaticano I
2. A encíclica
Providentissimus Deus
2.1. Circunstâncias da
encíclica Providentissimus Deus
3. Pio X e a crise
modernista
4. A encíclica Spiritus
Paraclitus
5. A encíclica Divino
afflante Spiritu
5.1. Paulo VI e os documentos
para cumprir o Concílio
5.2. O pontificado de João
Paulo II
5.3. Bento XVI e o Sínodo dos
Bispos
5.4. A Bíblia na pastoral da
Igreja em Portugal
II. DOCUMENTOS DA IGREJA SOBRE A BÍBLIA
1.
Do período Apostólico ao
Concílio de Trento (160-1550)
1.1. Do período Apostólico à
Alta Idade Média (160-500)
1.2. Da Alta Idade Média ao
concílio de Trento (595-1528)
2.
Do Concílio de trento ao
vaticano I (1550-1870)
2.1. Concílio de Trento
(1546-1564)
2.2. Depois do concílio de
Trento até ao Vaticano I (1713-1864)
2.3. A Bíblia no concílio
Vaticano I (1870)
3.
Do concílio Vaticano I ao
Vaticano II (1870-1962)
3.1. Da Providentissimus
Deus à Divino afflante Spiritu (1893-1943)
3.2. Da Divino afflante
Spiritu ao Vaticano II (1943-1964)
4. Suplemento: Bíblia e
ecumenismo no séc. XX (1937-1988)
5. A Bíblia nos documentos do
Vaticano II (1962-1965)
5.1. Constituição Dei
Verbum (1965)
5.2. A Bíblia noutros
documentos do Vaticano II (1963-1965)
6. Documentos para cumprir o
Vaticano II (1964-1977)
7. A Bíblia no papado de João
Paulo II (1978-2005)
7.1. João Paulo II: 1978-1990
7.2. João Paulo II: 1991-2000
7.3. João Paulo II: 2001-2004
7.4. Declarações da
Federação Bíblica Católica (1990-2008)
8.
A Bíblia no
papado de Bento XVI (2005-2010)
8.1. O Sínodo dos Bispos sobre
a Palavra e outros documentos (2005-2009)
8.2. A Palavra do Senhor /
Verbum Domini (30.09.2010)
... E ainda um precioso ÍNDICE
com mais de vinte páginas para uma rápida consulta
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