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Os melhores temas relacionados com a BÍBLIA, em colaboração com as Edições DU CERF    Paris  

 

Desde 1979, a DIFUSORA BÍBLICA publica em Portugal a tradução dos «Cahiers Évangile», das edições "Du Cerf" (Paris). Esta tradução sai em vários países e línguas. Há vários anos que saem 4 números por ano, acessíveis também por assinatura

(neste caso, mais baratos). 

 

  CATÁLOGO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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1500-204 Lisboa

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Título

HISTÓRIA E GEOGRAFIA DO POVO BÍBLICO

Cahiers Évangile, vários

Éditions du Cerf, Service Biblique Évangile et Vie

 

Autores

D. Noël; C. Tassin; J. Briend; N.-J. Seux

Herculano Alves

 

Tradução:

Difusora Bíblica

Revisão técnica e coordenação geral dos textos:

Herculano Alves

Composição gráfica: Difusora Bíblica

Impressão: G.C. - Gráfica de Coimbra, Lda.

Fátima, Julho de 2011

Depósito Legal nº 331375/11

ISBN 978-972-652-295-9

 

DIFUSORA BÍBLICA

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Apartado 208

2496-908 FÁTIMA

T 249 530 210 F 249 530 214

 

Av. Cons. Barjona de Freitas, 12, 2º

1500-204 LISBOA (Portugal)

T 217 742 445 F 217 782 371

 

663 páginas

A Geografia de Israel

As Origens de Israel

No Tempo dos Reis

No Tempo dos Impérios

Dos Macabeus a Herodes, o Grande

Dos Filhos de Herodes à Segunda Guerra Judaica

Israel e as Nações nos textos do Médio Oriente Antigo

Pedidos a DIFUSORA BÍBLICA | Fátima | Lisboa

 

APRESENTAÇÃO

 

Aquando de uma recente viagem à Terra Santa, testemunhei, uma vez mais, o deslumbramento e a alegria das pessoas que descobriam a região. Depois de terem recebido uma formação bíblica na sua diocese, puderam ver de perto e admirar esta terra que imaginavam a partir das narrativas da Bíblia. Ficavam, com frequência, admiradas com a extraordinária variedade dos relevos e das paisagens. Alguns exemplos escolhidos ao acaso: a norte, as fontes efervescentes do Jordão no sopé das vertentes do Hermon; a sul, o desfiladeiro esbranquiçado de Avdat com os seus cabritos monteses a 200 m abaixo do planalto árido do Négueb; a oeste, as colinas suaves da Chefela cada vez mais verdejantes e arborizadas; a leste, a enorme depressão do mar Morto, sob um sol escaldante e ladeada por falésias vermelhas e ocres, sem falar dos soberbos maciços de grés e de granito do Sinai. Foi, pois, verdadeiramente nesta terra que o Deus único se deu a conhecer a Israel ao longo dos séculos.

 

Jesus de Nazaré percorreu estas colinas e estes vales; penou nestes caminhos, enfrentou o receio da longa subida de Jericó a Jerusalém; mas regozijou-se, não só ao avistar as águas calmas do Lago, mas também por reconhecer, ao longe, as casas de Nazaré ou a margem do Lago junto de Cafarnaúm. Porquê tanta diversidade de regiões reunidas num território tão pequeno? Cabe aos geógrafos explicar-nos. Graças à geologia, é possível compreendermos os relevos tão variados deste território. Pela sua situação de corredor obrigatório entre a África e a Ásia, torna-se evidente que a sua história nunca podia ficar pacífica por muito tempo. Lá, mais do que em qualquer outro lugar, a história e a geografia são inseparáveis, e o destino de um povo depende largamente da terra onde habita. É por isso que a leitura das narrativas bíblicas pressupõe ter frequentemente um mapa em frente dos olhos. Olivier Artus vai ser o nosso guia nesta "viagem na Terra Santa". Ele é professor de Sagrada Escritura no Instituto Católico de Paris e membro da Pontifícia Comissão Bíblica, conservando, no entanto, responsabilidades na diocese de Sens-Auxerre da qual é sacerdote. Começa por descrever a geografia física de Israel-Palestina, antes de evocar a sua geografia humana, que foi o cenário da revelação bíblica: foram os dados económicos e políticos que modelaram a história dos seus habitantes. Por fim, apresenta um esboço da geografia simbólica dos autores bíblicos, dando exemplos da linguagem teológica no Novo e no Antigo Testamento. Em suma, este percurso leva-nos da geologia para a teologia.

 

Depois deste estudo, pareceu-nos útil voltar a um livro que foi apresentado num Caderno Bíblico, La Bible devoilée (A Bíblia descoberta, ver Caderno Bíblico nº 107, Arqueologia, Bíblia e História, Difusora Bíblica, Lisboa/Fátima, 2010, p. 16), cuja leitura deixou perplexos alguns leitores. Pedimos a Jacques Briand, um dos raros biblistas que conhece bem a arqueologia da Palestina, que reagisse a este livro e que nos transmitisse as suas reflexões sobre as relações entre Bíblia e Arqueologia.

Philippe Gruson

A NOÇÃO GEOGRÁFICA DA PALESTINA

O topónimo latino Palaestina é formado a partir do hebraico Peléshet, país onde habitam os pelishtim (filisteus). Após a segunda revolta judaica, em 135 da nossa era, a província romana da Síria-Palaestina engloba, mais ou menos, o território da actual Cisjordânia. A terminologia latina anterior (Iudaea) já não se usa. Reparemos que o historiador grego Heródoto (séc. V a. c.) utiliza também o topónimo "Palestina", mas reserva-o para um território que corresponde ao da antiga Filisteia. O termo Palestina, na sua acepção moderna, provém, pois, do uso romano, após a segunda revolta judaica. Em 1919, os britânicos designam com o termo "Palestina" o território cisjordano do qual têm o mandato até 1948.

Grande número de publicações científicas utiliza o termo "Palestina" para designar o conjunto dos países bíblicos, como é o caso da Géographie de la Palestine, de F. M. Abel, publicada em 1933. Este hábito permanece em muitos livros mais recentes (como os mapas da Bíblia de Jerusalém e da TOB), sem nenhum intuito político. As resoluções internacionais da ONU convidam hoje a utilizar o termo Israel para designar os territórios situados dentro das fronteiras de 1967, e o termo Palestina para designar a Cisjordânia administrada até àquela data pela Jordânia, assim o como a faixa de Gaza, administrada até àquela data pelo Egipto.

POVOS VIZINHOS DE ISRAEL E DE JUDÁ

Não consideramos aqui os grandes impérios dos quais depende permanentemente o destino político de Israel e de Judá: a norte e a leste, a Assíria e, a seguir, a Babilónia; a sul, o Egipto. Vamos situar, no espaço e no tempo, os vizinhos próximos dos reinos de Israel e de Judá.

ARAMEUS

O termo aram aparece na literatura do Médio Oriente desde o século XXIII a. C. É apenas no século XI a. C. que os Anais de Tiglat-Falasar I se referem a um Estado arameu situado na bacia do Eufrates. Na realidade, coexistem vários Estados aramaicos: entre estes, Bet-Reob 2 Sm 10, 6.8) situado no lugar da actual planície da Beqá (no Líbano) e Aram de Damasco (a nordeste do planalto de Golan) são os vizinhos mais próximos do reino de Israel. Segundo os Anais de Salmanasar III, Aram de Damasco alia-se a Israel contra a Assíria, aquando da batalha de Carcar, em 853. Os dados destes Anais estão em contradição com os de 1 Rs 20; 2 Rs 13,3-7 refere, por seu lado, a oposição entre Israel e Damasco, na segunda metade do século IX a. C., após a ruptura da aliança firmada entre Damasco e os descendentes de Omeri. O território de Israel encontra-se então amputado por causa da sua derrota. No final do século VIII a. C., os vários Estados arameus independentes desaparecem sob a pressão assíria.

 

FENÍCIOS

Não sendo um Estado constituído, as cidades fenícias formam cidades-Estado (Biblos, Sídon, Tiro) independentes, desde a Idade do Bronze, e cuja influência cultural se expande por toda a região, apesar da ausência de uma preponderância política. O casamento fenício de Acab com Jezabel, filha do rei de Sídon, segundo 1 Rs 16,31 (mais provavelmente rei de Tiro, segundo as fontes fenícias), é, para o autor do livro dos Reis, o sinal por excelência da influência religiosa e cultural fenícia sobre o reino de Israel. A expansão fenícia é mais marítima do que continental, com uma influência sobre Chipre, Malta, as ilhas do mar Egeu, a fundação de Cartago, etc.

 

FILISTEUS

Os filisteus pertencem aos "povos do mar" que se instalam na região meridional da planície costeira e na Chefela, no século XII a. C. A Filisteia é constituída por uma coligação de cinco cidades (pentápole): Gat, Ascalon, Asdod, Gaza, Ecron, sobre a qual os textos bíblicos parecem indicar que ela conseguiu controlar um território que se estende até às montanhas da Cisjordânia central (1 Sm 4). A Filisteia fica na dependência da Assíria no início do século VIII a. C., não voltando a gozar de autonomia política desde essa altura.

 

AMONITAS

Os Anais assírios referem-se explicitamente a uma realidade política amonita, na coligação que se opõe a Salmanasar III, na batalha de Carcar em 853. O reino de Amon fica situado Transjordânia, entre o Jordão e o deserto. Nm 21,27-30 alude à cidade amonita de Hesbon situada a sudoeste de Rabat-Amon (a actual Aman). Provavelmente, sob a de- pendência de Israel até aos finais do século VIII a. c., o reino de Amon passa a estar na dependência da Assíria. Em 582/581 os Babilónios alcançam uma vitória sobre os amonitas, segundo as Antiguidades Judaicas de Flávio Josefo (10, 181s), vitória à qual Ez 25,7 faz talvez alusão.

 

MOABITAS

Na época do Ferro I, encontram-se em Moab implantações de aldeias bastante análogas, na sua estrutura, às da montanha de Israel e de Judá. Deve ter sido no século XI a. C. que o reino de Moab consegue libertar-se da tutela de Israel, como testemunha a estela do rei Mecha: "Omri era rei de Israel e oprimiu Moab durante inúmeros dias... e o seu filho sucedeu-lhe e disse: 'Oprimirei Moab'. Nos meus dias ele tinha assim falado, mas venci-o a ele e à sua casa." A narrativa de 2 Rs 3,4-27 evoca a rebelião de Moab contra Israel. No final do século VIII a. C., Moab torna-se vassalo da Assíria. Finalmente, no século VI a. C., Moab torna-se uma província do império neo-babilónico.

 

EDOMITAS/IDUMEUS

Não é antes do final do século VIII que surge um reino de Edom, cuja capital é Bosra (Jr 49,13.22). O reino vassalo da Assíria aproveita a queda do reino de Judá, no final do século VI a. C., para ocupar a parte meridional da Judeia (Ez 35,10-12). O reino é enfraquecido no século V a. C., e os nabateus instalam-se nele a partir do século III a. C.

Introdução

Este tema - A Geografia da Bíblia - pretende indicar que o seu propósito ultrapassa os limites do antigo conceito de "geografia bíblica", podendo uma tal designação fazer crer que a geografia aplicada aos dados bíblicos se teria constituído em disciplina específica. A geografia é uma ciência autónoma e é como tal que pode fornecer ao leitor dos textos bíblicos instrumentos susceptíveis de melhorar a sua compreensão. Ciência autónoma, a geografia é também uma ciência de múltiplas facetas, às quais correspondem os diversos ângulos de abordagem que nos propomos adoptar aqui.

Em primeiro lugar, interessar-nos-emos pela geografia física da região, ou melhor, dos países bíblicos: este título cobre, não só a geologia, mas também o estudo do relevo, o da hidrologia e, por fim, o do clima. Os dados da geografia física levam-nos a delimitar as principais regiões que constituem os países bíblicos e a precisar as suas características próprias. Elas permitem, por isso, elaborar uma verdadeira geografia regional. A definição geográfica das principais regiões irá a par de uma pesquisa que permite desvendar a maneira como o texto bíblico se refere às diferentes entidades geográficas, e de precisar o vocabulário específico ao qual recorre para as designar.

A seguir, a nossa pesquisa terá por objecto a geografia humana. Este termo pretende designar, simultaneamente, a geografia económica (agricultura, indústria, comunicações e comércio) e a geografia política: a entidade política "Israel" quaisquer que sejam as suas sucessivas designações. Israel foi sempre dependente da história das grandes potências que o rodeavam: a sul, o Egipto; a nordeste, os impérios que se sucederam no espaço mesopotâmico. É neste contexto regional que convém perceber o desenvolvimento e, depois, a queda dos reinos da Samaria e de Judá, o destino político da frágil província da Judeia, incluída no império persa, o nascimento e o desenvolvimento do reino asmoneu. A estas diferentes épocas, tal como na Palestina do Novo Testamento, correspondem características geográficas próprias que apresentaremos sucintamente.

Assinalemos aqui que os dados recentes da arqueologia dos países da Bíblia colocam, por vezes, em questão, os resultados habitualmente admitidos pela crítica sócio-histórica dos textos bíblicos, de modo particular no que diz respeito ao período pré-exílico: algumas datações revelam-se controversas e entidades políticas (como o reino de David e de Salomão) parecem necessitar de uma nova avaliação crítica. Tentaremos colocar em perspectiva os resultados recentes dos estudos arqueológicos e os dados da exegese crítica dos textos bíblicos.

Finalmente, debruçar-se sobre o tema "geografia e Bíblia" é também interessar-se pela maneira como o texto bíblico recorre aos dados geográficos. A par de narrativas em que as noções geográficas, muitas vezes, sobriamente expostas, têm como finalidade precisar o quadro da acção, ou ainda completar a informação do leitor, vários textos ou conjuntos literários recorrem à geografia como "lugar teológico": a organização, a estruturação de certas narrativas com a ajuda de uma geografia simbólica é um dos vectores escolhidos pelos autores para fornecer ao leitor ou ouvinte uma mensagem teológica. Na última parte deste tema, procuraremos desvendar a geografia simbólica do Tetrateuco sacerdotal (Gn a Nm), a do ciclo de Jacob, a do livro do Deuteronómio e, por fim, no Novo Testamento, a dos Evangelhos Sinópticos.

 

 

Nesta obra, o leitor encontra os seguintes capítulos e temas

 

 

GEOGRAFIA DO POVO BÍBLICO

Introdução

I. Geografia física

II. Geografia humana e económica

III. Geografia política

IV. Geografia simbólica e teológica

Suplemento: Bíblia e Arqueologia

 

HISTÓRIA DO POVO BÍBLICO

 

I - AS ORIGENS DE ISRAEL

Introdução

Abordagem histórica das origens

A representação bíblica das origens

Conclusão

 

II. NO TEMPO DOS REIS DE JUDÁ E DE ISRAEL

Introdução

Os primeiros reis: Saul, David e Salomão

Os reinos de Israel e de Judá (séc. X-VIII)

O reino de Judá (716-587)

Suplemento: Ensinar História de Israel em Teologia

 

III. NO TEMPO DOS IMPÉRIOS

Introdução

I. O período babilónico (587-539)

II. O período persa

III. O período helenista: de Alexandre a Antíoco

Suplemento: A relação com a Terra, no Judaísmo

 

IV. DOS MACABEUS A HERODES, O GRANDE

Introdução

1. A crise helenista e os Macabeus (175-134)

2. Os Asmoneus (134-37)

3. O reinado de Herodes (37 a. C. - 4 d. C)

Suplemento: Herodes, o mau dajita

 

V. DOS FILHOS DE HERODES À SEGUNDA GUERRA JUDAICA

Introdução

1. Os filhos de Herodes

2. Sob a autoridade dos prefeitos romanos (6-41)

3. Sob o governo dos procuradores romanos

4. Primeira Guerra Judaica contra Roma

5. Antes da Segunda Guerra Judaica (74-135)

6. A Segunda Guerra Judaica (132-135)

 

SUPLEMENTO

Israel e as Nações nos textos do Médio Oriente Antigo

 

PROSPECTO HISTÓRICO

Israel e as Nações no Médio Oriente Antigo

 

 

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