Lopes Morgado

 

LOPES MORGADO entrevista sobre o "Museu do Presépio"

 

 

 

ANO A

Duas sugestões

 

 

 

LITURGIA - Ano A

MATEUS

REINO, IGREJA, COMUNIDADES

Lopes Morgado

Nesta obra, em cada Domingo ou Festa, o leitor pode encontrar:

4Texto completo do Evangelho, segundo a versão litúrgica

4Introdução à ideia central do mesmo Evangelho

4Referência dos livros onde se encontram os outros textos

4Perguntas para reflexão e aplicação do Evangelho à vida para Grupos de Jovens

4Texto do Magistério ligado ao Evangelho e ao tema do livro

4Textos de oração e celebração em Grupo ou em Família

4Pequenas biografias / testemunhos

4Poemas de Autores portugueses e outros.

Além disso, no final, os vários textos do Magistério da Igreja são organizados num esquema de Eclesiologia, segundo os capítulos da Constituição «Lumen Gentium» para quem os quiser ler ou estudar de maneira sistemática independentemente do ritmo litúrgico do Ano eclesiástico.

 

 

   

Colecção

CADERNOS BÍBLICOS

Para ler o Evangelho segundo         S. MATEUS

Vários

...............................

O Caderno Bíblico nº 2 pode ser um bom auxílio para a vivência do Ano Litúrgico A. A comunidade cristã vai celebrar, guiada pelo evangelista S. Mateus, os grandes mistérios da História da Salvação.

 

«Lendo o Evangelho de S. Mateus, encontramos JESUS CRISTO no Seu meio palestiniano. Mas, pertence verdadeiramente a uma época, esse Cristo que vive numa Comunidade? Vemo-lo numa Igreja cristã, a pregar, a agir, a ensinar e a curar; presente em todas as partes e atento à missão que o Pai lhe confiou. Um Jesus actuando, duma forma estranha, moderna e atractiva, tanto nos seus discursos como nos seus actos».

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Natal residual?

votos

de boas

entradas

neste novo ano

litúrgico com um

advento

que conduza ao coração

do mistério pascal

passando pelo calor

humano

e divino

do natal

MORGADO

 

sagrada família, a vaca e o burro, uma ovelha,  um pastor, três reis magos. e este dizer: “presépio realizado a partir de resíduos sólidos deste centro comercial.”

1ï

junto do estádio-catedral da luz, um presépio faz de cartaz num centro comercial, neste natal. ao lado pode ler-se: “realizado a partir de resíduos sólidos deste centro."

quase como certos camionistas, ufanos de exibirem um par de chifres na frente do seu meio-companheiro de transporte, com a legenda: “estes são meus.”  

com tanta criança deitada ao lixo, tratada como lixo, bem podia Jesus, de madrugada, encontrar nas lixeiras da cidade suficientes resíduos sólidos humanos

para encarnar, nascer de novo e, na falta de acordo quanto à combustão, reanimar adultos e crianças transformando-os pela sua encarnação. mas estes são dele, do centro.

para novos cultos, novos deuses, ainda que sejam de resíduos tóxicos, ditos sólidos. aos crentes de um estádio-catedral basta um natal residual.

2ï

 nasceu Jesus, o rei do desperdício sólido – diz o presépio – chamariz. roubado à festa, onde era fundamental, é exibido como desperdício recuperado neste centro, no natal.

destinatários: compradores crentes em luzinhas da época, ouvindo noutro campanário sininhos da infância chamando para a missa-do-galo. mas quentes e quedos, à lareira.

3ï

compre agora, deite os desperdícios fora e faremos com eles o presépio no próximo natal – diz o tal –

para que venha cá de novo, compre, gaste, seja feliz, desperdice, tape o nariz ao cheiro dos resíduos sólidos

e outro menino-deus encarne, sorridente, na solidez comercial dos descartáveis imprescindíveis.

 4ï

menino Jesus, Deus de Deus, Luz da Luz, Tu eras fonte, princípio, causa, vida, novidade, o único necessário – tudo, menos bibelot de colunáveis, pretexto de prendas e ceias, desperdício dos nossos consumos.

hoje, porque és o mesmo, só te cabe (só Tu podes) refazer o que desfizemos, reanimar o que matámos, aproveitar o que nos sobra e encarnar, marginalizado, na matéria enjeitada pela sociedade consumida.

quer dizer: afinal, continuas tão urgente e actual como antigamente, no princípio do mundo, ou quando o mundo agonizante, há dois mil anos, das suas trevas gritou “quero luz”, no teu único Natal.

e eu a temer que, feito de lixo sólido, tivesses a mesma sorte das lixeiras: todos as fazem e despejam nelas, ninguém as quer à sua porta. mas Tu já estavas habituado às margens da cidade.

 bem-vindo à nossa lixeira, embandeirada com plásticos esvoaçantes e animada pelos voos rasantes das gaivotas competindo em acolher-te, separar-te, aproveitar-te, deitar fora o que de ti não presta na ética do negócio

 ó rei-menino dos desperdícios sólidos! (e desperdício?)

 5ï

nunca senti que fosse um desperdício escrever-te, mesmo sabendo que as mensagens no papel hão-de, mais cedo ou mais tarde, parar numa lixeira.

mas hoje anseio, mesmo, por esse dia em que a mensagem se torne matéria prima doutro presépio noutra superfície comercial doutra cidade para outro Natal.

então, feliz Natal –

não o tal

do centro comercial.

 Lopes Morgado    2003


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